Eduardo Orteu destaca a necessidade de avaliar o impacto hídrico dos centros de dados no contexto do uso da IA | Cinco Días
Eduardo Orteu, counsel de Público e Setores Regulados e Ambiente da Gómez-Acebo & Pombo, assinala no Cinco Días a importância de avaliar o impacto hídrico associado a determinadas infraestruturas tecnológicas. Em particular, destaca o caso dos centros de dados, que têm sido alvo de críticas devido à falta de transparência quanto ao volume de água que consomem.
Neste sentido, Orteu explica que deve ser avaliada tanto a localização destas instalações como o nível de stress hídrico da bacia onde se inserem. Acrescenta ainda que, quando existe a correspondente licença de utilização de água, pode presumir-se que o impacto não é material, embora sublinhe que a análise deve ser feita “caso a caso”.
Esta abordagem insere-se num debate mais amplo sobre o impacto ambiental da inteligência artificial e a crescente exigência de transparência nos relatórios de sustentabilidade. A necessidade de medir adequadamente os efeitos indiretos das tecnologias digitais está a ganhar relevância num enquadramento regulatório ESG cada vez mais exigente.
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