A temporada de assembleias gerais de 2026: investidores, sustentabilidade e novas exigências de governo corporativo
Guillermo Guerra analisa o estado da temporada de assembleias gerais de 2026 das sociedades cotadas e as principais tendências em matéria de governo corporativo.
Num contexto marcado pelo crescente protagonismo dos investidores institucionais e dos assessores de voto, a análise evidencia como as assembleias gerais se consolidam como um verdadeiro mecanismo de controlo, sujeito a um escrutínio cada vez mais intenso das políticas de remuneração, da governação e da sustentabilidade.
O artigo destaca o aumento das exigências dos investidores em matéria de transparência, coerência e gestão de riscos, bem como a integração progressiva da sustentabilidade como um critério central nas decisões de investimento e de voto. Aborda ainda temas-chave da agenda atual, como a diversidade nos conselhos de administração, a divulgação de informação não financeira, a verificação independente da sustentabilidade e a análise incipiente — mas cada vez mais relevante — da governação da inteligência artificial.
No seu conjunto, a análise reflete a evolução do modelo de governo corporativo para um enquadramento caracterizado por um maior controlo externo, uma pressão acionista acrescida e um enfoque mais claro na criação de valor e na sustentabilidade a longo prazo.
Guillermo Guerra – Sócio
Tribuna
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