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Vanessa Fernández-Lledó e Enrique Luzón analisam a dupla face da IA no compliance empresarial | ABC

icon 19 de Janeiro, 2026

A inteligência artificial consolidou-se como uma ferramenta essencial para enfrentar a crescente complexidade normativa que as empresas enfrentam. No entanto, a sua utilização sem uma governação adequada pode gerar novos riscos legais e reputacionais.

Vanessa Fernández-Lledó, diretora de Corporate Compliance da Gómez-Acebo & Pombo, destaca que “a utilização de ferramentas de IA representa uma melhoria evidente na deteção e prevenção de condutas irregulares dentro das empresas, mas não substitui a supervisão por parte dos responsáveis internos de compliance e dos consultores externos”. Acrescenta ainda que a sua aplicação pode colidir com direitos fundamentais, como a privacidade ou a proteção de dados, se não for adotada de acordo com os princípios da necessidade, adequação e proporcionalidade.

Por sua vez, Enrique Luzón sublinha que a IA deixou de ser uma questão meramente tecnológica para se tornar um tema de governo societário. A IA já não é apenas uma vantagem competitiva, mas uma responsabilidade que exige estruturas, mecanismos de controlo e uma supervisão humana clara no âmbito dos modelos de compliance.

Ambos concordam que o verdadeiro desafio para as organizações não está em automatizar mais processos, mas em integrar a IA num enquadramento de compliance sólido, transparente e alinhado com os valores empresariais.

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Sandra Cuesta
Sandra Cuesta
Diretora de Desenvolvimento de Negócio, Marketing e Comunicação
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